População brasileira está descrente com a Justiça
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Justiça ou INJustiça Brasileira...
Cidadãos brasileiros e da região Sul do Brasil deram nota baixa para a justiça nacional.
É o que aponta o Sistema de Indicadores de Percepção Social (Sips),
divulgado ontem, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A
média nacional da Justiça foi 4,55 (dentro de um universo de zero a
dez), enquanto na região Sul, que apresenta dados mais próximos da
realidade do Paraná, chegou a 4,26.
O
Sips é um estudo inédito do Ipea, que tem como objetivo demonstrar como
a população avalia os serviços de utilidade pública e qual é o seu grau
de importância para a sociedade. O Ipea ouviu 2.770 pessoas nas cinco
regiões do Brasil.
Questionado
sobre o resultado apontado pelo Ipea, Gil Guerra, presidente da
Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), afirma que o resultado
apontado pelo instituto é questionável.
“Não
tenho parâmetros para afirmar a confiabilidade da pesquisa. Na
percepção que temos de outros estudos do mesmo gênero, esse número está
muito aquém das análises anteriores. Não quero menosprezar o Instituto,
mas a falta de indicativos de critérios me faz o ver com reservas”, diz.
Assim mesmo, Guerra confirma que o
serviço judiciário tem sofrido muitas críticas. “Muitas delas são
procedentes. Principalmente nos entraves e nos gargalos do andamento dos
serviços. Isso é decorrente do aumento da população e,
consequentemente, do maior acesso ao judiciário”, afirma.
Segundo
ele, os juizados especiais e a facilitação do acesso contribuíram para
isso. “Aumentou a demanda sem crescimento da estrutura, principalmente
no primeiro grau. Existe uma insatisfação sim, mas reforço que esse
sentimento não deve estar ligado aos juízes, que estão trabalhando além
de sua capacidade”, ressalta o presidente da Amapar.
Outro
exemplo da carência do judiciário levantado por Guerra é a ausência de
certos funcionários. “No Paraná, ainda não temos um assessor para cada
juiz. Isso é uma situação grave no primeiro grau de jurisdição. O
Tribunal de Justiça do Paraná prometeu conceder um assessor, mas está
tendo problemas. Hoje em dia é impraticável um juiz trabalhar sozinho”,
afirma.
Honestidade
O
Ipea levantou ainda outros pontos específicos do sistema judiciário,
tal como a dimensão da honestidade dos integrantes da Justiça,
imparcialidade no tratamento das pessoas e da rapidez na decisão dos
casos. As médias, nesse caso entre zero e quatro, apontaram 1,17 para a
honestidade e 1,18 para os outros dois itens.
“Essa
informação está novamente na contramão de todas as pesquisas feitas por
institutos como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e Fundação Getulio Vargas. Apesar das críticas que recebe, o
judiciário ainda é visto como um dos mais confiáveis, pois é o poder que
controla os demais. Me parece que é uma coisa mais político
institucional do que um laudo confiável”, diz Guerra.

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